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domingo, 15 de setembro de 2013

Tempo de sangue

Há sangue por todo o lado.
Uma tempestade de coágulos que explodiu no chão.
Não há água neste mundo que lave as manchas.
Que dissolva o sangue.
Apesar dos gritos e da tormenta, já não há guerra.
Nem tão pouco o sangue clamou por tréguas.
À Morte!
É uma questão de tempo.
Uma questão de tempo.

O sangue brilha da rua, na noite densa.
Sinto um abraço frio que me rasga e asfixia.
O sangue morreu-me nas veias.
Tão vivo outrora, quando me abriste.
Tão quente, a corrente que em tempos ditou tudo o que fui.
Haverá paz em terras geladas, onde o sangue não corre em ninguém.
A vida…
Congelou dentro do tempo.
Perdeu-se dentro do tempo.

Oh Tempo em que ainda há sangue, abranda.
Ao tempo que ainda falta, um bem-haja.
Ao tempo que ainda temos, um obrigada.

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