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segunda-feira, 24 de maio de 2010

The moon has died today.

Moon
The moon has died today

It’s not a good day to be alive. It’s not a good day to die, either. Especially not a good day to die.
It’s a good day to sit down on the floor, thinking about the past and all the things we miss through our life. It’s when you’re allowed to feel everything at the same time: pain, anger, regret, love, care, longing…
A part of you is full of emptiness. Today it's just a day but the hole gets bigger. You really want to know how to fly. Those freaking bastards always said that heaven is something located above. Maybe it isn’t, because the only thing you can do is walk and look down at something you didn’t ever know, something you can’t even remember.
Today, you can try to understand it. Just be aware of something: You won’t ever understand a thing. But you can try, if it makes you feel better. Just try not to harm you anymore, it’s enough, you’re getting old. You can blame god, you can blame whoever is around, you can blame yourself... You can, but you shouldn’t. It won’t ease the pain.
Today is a good day to accept the truth by giving up fighting something you can’t beat. Today you can cry, shameless. You can rip off your hair or just punch something. You can do whatever you want to.
Today hurts as hell, tomorrow it will get better.
It should be just one more fucking day, right? Well, perhaps it’s not, perhaps it will never be.

sábado, 22 de maio de 2010

Mundo versus Olimpo

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Sputnik

Eram luzes e sons;
Eram estrelas
E voltas frenéticas, vozes e dons!
Eram pessoas e ninguém parecia vê-las.
Se viam, ouviam ou sentiam, eu não sei!
Passavam todas alheias ao mundo com que eu sonhei.

Uma paz falaciosa, em tudo entorpecida;
Era a falta de um tudo;
Uma janela aberta à brisa perdida.
Eram sons agrestes a um mundo mudo.
Não sei se andava, se corria, se voava!
Sentia nos passos o calor que a terra emanava.

Era o céu e a Terra,
Eram os gestos calados.
Era o mundo deles em guerra,
E no meu todos abraçados.
Talvez seja só uma ilusão isto que vos digo
Mas venham já que é para lá que eu sigo!

domingo, 16 de maio de 2010

Alguns momentos de completa insanidade mental

Talvez a vida não sobreviva a hoje. Talvez o amanhã seja mais uma ilusão.
Cansa demais viver no limite entre o bem e o mal, entre o certo e o incerto, entre o tudo e o nada…
É preciso ter certezas, é preciso um presente como alicerce de um futuro que já se avista. É preciso esquecer o passado e começar tudo de novo. Mas começar é tão cansativo.
Tenho a certeza que se todos os dias abríssemos os olhos para a novidade, a vida nunca estaria profundamente mergulhada numa monótona rotina. E nunca teriam criado a palavra nostalgia. Porque essa treta de sentimento é para aqueles que vivem e revivem e voltam a viver os mesmos momentos e, por isso, sentem uma certa afinidade com as situações. Eu sinto demasiada nostalgia. E é cansativo.
E saudade? Saudade é um dos piores sentimentos do mundo. Devia ser abolido por lei sentir saudade, fosse do que fosse. Aquele aperto no peito, aquele olhar abatido, aquele morder de lábio como quem pensa e volta a pensar na mesma pessoa… É bonito, em filmes românticos, ou dramas, ou animações da Disney. Na vida real é estúpido, fraco, desnecessário, deprimente, aborrecido, mas sobretudo cansativo.
Para ser sincera, só gosto dos sentimentos que já não sinto. Os que sinto são todos cansativos e destroem-me por dentro.
Estou sem a mínima vontade de escrever correctamente. Porque escrever correctamente é… Cansativo. E de tanto falar no cansaço acabei por me deixar cair no cliché do cansativo. Às vezes também canso os outros.
Vou dormir, pode ser que consiga descansar.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Harmonia

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Cores e luzes


Estava sozinha, dentro das quatro paredes brancas que havia escolhido como a minha salvação. Encostei-me na cadeira e inclinei a cabeça para trás, enquanto sentia os meus tímpanos a serem perturbados pela música que esvoaçava aos gritos. Com o inicio do mês de Maio tinha chegado um frio que transformara a minha coluna vertebral uma auto-estrada de arrepios. Maio sempre fora um mês delicado, desejei ser capaz de o riscar do calendário.
Do lado de fora da janela, as árvores dançavam ao som do vento primaveril, vindo de um Norte tempestuoso. Pedaços de pétalas e sementes de todas as cores pairavam em remoinhos, aqui e ali. Parecia que a natureza tinha saído à rua, para comemorar algo que nenhum humano conseguiria entender. Era o baile primaveril dos sentidos, elevados acima de qualquer outra realidade. Se tivesse chovido, tenho a certeza que correria para o terraço.
A minha cabeça estava completamente vazia, pela primeira vez em muito tempo. O coração fustigava-me o peito à velocidade certa, a razão não o tentava asfixiar, o pensamento já não o queria torturar até à exaustão. Investigar o paradeiro da minha mente já não representava nenhum tabu. Só porque ela não estava em lado nenhum, que não apoiada no meu pescoço, a servir de alvo para o piano que as colunas atiravam, cheias de sentimento. A harmonia anatómica e psicológica do meu corpo estava de volta.
Por momentos, o cheiro a incenso queimado trouxe-me alguma nostalgia… Já tinha estado naquela mesma posição, a ouvir aqueles mesmos sons, a pensar naquele mesmo nada. Não me preocupou. Sorri, fechei os olhos às recordações, despedi-me do passado e regressei ao sul de lado nenhum.
Não sabia se aquilo era só mais um pedaço de apatia temporária, a emergir de uma ilusão. Desejei que durasse para sempre, mesmo tendo a plena noção de que não seria assim.