Há já algum tempo desde que, dia após dia, acordo afogada em suores gelados, com a respiração quebrada e o coração a colapsar.
Queria dizer adeus, um adeus de verdade, e nunca mais pensar em ti. Não, não vou nunca deixar de pensar em ti. Queria que pelo menos o chão parasse de tremer, quando fecho os olhos e és tu quem eu vejo.
Há tanto para além de ti. Para além da recordação do formato dos teus dedos e da textura do teu colo... Há dor em todo o lado e, ainda assim, o meu maior mal és tu.
Talvez o meu maior mal seja distrair o coração com dores inócuas, por não ser capaz de sofrer de verdade.
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