Há um monstro fechado em mim,
Alimenta-se de sentimentos e emoções.
Digo sempre que não, ele diz que sim,
Controla o fia das minhas expressões.
Pára, monstro, alimenta-te da razão!
Estou cansada de pensar em vão.
É ele que ouve tudo o que eu ignoro
É ele que vê quando me limito a olhar
Ele sorri, por dentro, e eu coro
Quer sempre mais do que eu quero dar!
Morre, monstro, não fui feita para sentir!
Sou para pensar, escrever e, então, partir.
Às vezes acho que já não sei escrever,
Parece que me fecharam a porta à inspiração.
Vivo à espera, parada, imóvel, sou por ser…
Com a esperança de me levantar deste chão!
Porquê, monstro, me fizeste assim?
Estou farta de me sentir fora de mim.