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sábado, 29 de agosto de 2009

"Sentir tudo, de todas as maneiras"


Silhueta
Senti que o coração batia, outra vez. E não era puro nervosismo. No início, talvez fosse…



Nervosismo metaforizado num sorriso tímido. As luzes, o ruído, as pessoas, o calor, a transpiração patente nas mãos impacientes, a voz que temia nunca conseguir voar… Tudo se transfigurava no mesmo sorriso, esboçado com os lábios que receavam mover-se, ao som das cordas perturbadas.
De súbito, já não era o medo que dominava; as pernas já não tremiam, a sensação de formigueiro tinha passado. Era tudo emoção. Sorria porque me apetecia sorrir! Descia as pálpebras, num instinto, para esquecer a visão e apurar os outros sentidos. Eu berrei, eu sussurrei, eu senti, eu não pensei. Nem os dedos obedeciam à voz do pensamento… Agiam por si próprios, sabendo exactamente o que fazer.

Foi fácil sentir-me no meu lugar. Foi fácil deixar o instinto liderar, por momentos.

Foi fácil deixar de ver um grupo, mas sim o mundo inteiro.

Era como se sentisse tudo, de todas as maneiras.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Direitos dos deveres


À chegada da partida
Ninguém tem o direito de partir sem dizer adeus. Ninguém cumpre o dever de deixar um beijo para trás.

Tenho direito a um momento. Tenho o dever de aceitar que há momentos impossíveis.

Volta num momento, por um adeus.