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domingo, 13 de março de 2011

Pontos finais

Sigam. Esqueçam.
Sabem lá o que ainda virá, depois de tudo.
Deste tudo que não é nada, senão cantos inconstantes de uma ave extinta.
Voou para longe. Como os sonhos e os sorrisos.
Esses nunca marcham passivamente. Antes seguem e se esquecem. De nós. E nós dela.
É mais Homem do que nós, toda ela. Toda ela sabe que não há diferença entre gotas de areia e fragmentos de chuva.
Come nuvens aos pedaços e cospe chuva, bafeja sussurros ao vento e provoca vendavais.
Num bocejo de fim de dia abafa o sol e arrasta a lua. Tem noites que lhe trinca um canto.
E nunca voa para longe. Não teme olhares assustados. Como os sonhos e os sorrisos.
Não morrem, antes param de viver. Como tu.
Parem de fechar a porta. Corram no encalço desse sonho esguio.
Não desprezem a contagem do tempo. Corram.
Não parem, sigam e esqueçam.
Sabem lá se amanhã ainda acordará algum canto do mundo ou réstia de Natureza!

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