
Caminhando
Viver é a perpétua perseguição.
A morte persegue-nos a vida.
A morte traçou o meu caixão,
Onde permanecerei esquecida,
Arranhando a madeira, pelo sim ou pelo não.
Progredimos como predadores
Da felicidade que pode nem existir.
Recuamos em coragem, com temores
De quem não sabe o que está para vir.
Desta perseguição já só restam horrores.
Ficamos cansados de tanto andar.
Não chega fugir, há que partir
Atrás da felicidade que parece não chegar.
Esperemos sentados, a emergir
Do fundo do poço, para respirar.
A morte persegue-nos a vida.
A morte traçou o meu caixão,
Onde permanecerei esquecida,
Arranhando a madeira, pelo sim ou pelo não.
Progredimos como predadores
Da felicidade que pode nem existir.
Recuamos em coragem, com temores
De quem não sabe o que está para vir.
Desta perseguição já só restam horrores.
Ficamos cansados de tanto andar.
Não chega fugir, há que partir
Atrás da felicidade que parece não chegar.
Esperemos sentados, a emergir
Do fundo do poço, para respirar.
Descansemos as pernas, sonhando.
Não seremos perseguidos sem perseguir.
A morte vai-nos transformando
Até que nos convence a desistir.
Corramos atrás dela, caminhando...
Não seremos perseguidos sem perseguir.
A morte vai-nos transformando
Até que nos convence a desistir.
Corramos atrás dela, caminhando...
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