Estava a
conversar com um amigo sobre o drama de estar nos vinte e poucos. A rotina de
passar mais tempo a distrair os amigos que tentam trabalhar do que a trabalhar
de verdade; A vontade de desistir e a motivação para produzir algo oscilam em
picos e vales como se estivéssemos a entrar na puberdade outra vez; o quanto
esquecer o próprio nome no meio de um considerável teor de álcool se tornou
normal.
Uma tese que não
se escreve sozinha. O fino que não se bebe sozinho. A escolha é óbvia.
Aquele sentimento
de nos terem mudado os órgãos todos de lugar durante o sono. Já tive a minha
dose de vida aos vinte e poucos.
Pelo menos fazem-se
amigos para a vida inteira.
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