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quarta-feira, 5 de março de 2014

Vinte e poucos

Estava a conversar com um amigo sobre o drama de estar nos vinte e poucos. A rotina de passar mais tempo a distrair os amigos que tentam trabalhar do que a trabalhar de verdade; A vontade de desistir e a motivação para produzir algo oscilam em picos e vales como se estivéssemos a entrar na puberdade outra vez; o quanto esquecer o próprio nome no meio de um considerável teor de álcool se tornou normal.
Uma tese que não se escreve sozinha. O fino que não se bebe sozinho. A escolha é óbvia.
Aquele sentimento de nos terem mudado os órgãos todos de lugar durante o sono. Já tive a minha dose de vida aos vinte e poucos.
Pelo menos fazem-se amigos para a vida inteira.

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