(peço desculpa por utilizar a mesma imagem... Simplesmente não tive tempo para arranjar outra)“Infância.
É etapa de verdade, liberdade!
É o que eu gosto de chamar felicidade.
Despreocupação, inconsciente falta de responsabilidade!
Crianças são puras, sinceras. Até com os bonecos!
Não me lembro da minha. Por alguma razão desconhecida (ou, talvez, conhecida), apaguei-a daquele lugar onde guardamos memorias… O que é certo é que sei. Porque vi em filmes, li em livros, ou em poemas. Simplesmente sei como toda a gente sabe… Infância é igual para toda a gente. Ou pelo menos, quero pensar que sim. Se não for, deixem-me ficar com a ilusão de que sim.
Como nada que é bom dura muito, crescemos. O que acontece às bonecas ou aos carrinhos, às bolas de futebol ou às casinhas da Barbie? Ficam esquecidas, em caixas na garagem, ou no quarto dos fundos. Sei que tive brinquedos e que passei horas na sua companhia. Não porque me lembre… Simplesmente porque tenho uma prova física, no quarto dos fundos.
Somos cruéis para com os brinquedos. Não mereciam ser esquecidos… Fizeram-nos algo de mal? É claro que não. Nós é que lhes fizemos a eles, no momento em que os trocamos por brinquedos novos (ouvi dizer que era assim, porque falha-me a memoria)!
Esquecer, esquecer… Acho que não é bem esquecer! Nós sabemos que eles continuam ali, simplesmente preferimos os novos! São mais excitantes, são, definitivamente, novos! Parece que nos tentam agradar a todo o custo… E nós nem percebemos! Esquecemo-nos é que novos brinquedos vêm sem personalidade e os mais antigos têm um bocadinho de nós!
Que melancolia… Faltam-me memorias, mas sei que assim é!E porque estamos a chegar ao Natal, apelo às crianças que não peçam brinquedos novos ao Pai Natal… Mantenham os antigos que já são parte de vocês! (sim, eu sei que nenhuma criança lê isto… Mas todos somos crianças! E quando crescemos um bocadinho, trocamos bonecos por amigos, mas a historia é sempre a mesma…)”
Sem comentários:
Enviar um comentário