
Penafiel - Portugal
“Hoje acordei com uma imensa vontade de escrever. São 7h06 da manhã, devia estar concentrada em cumprir os meus horários…mas quando ela vem, sim, ela a inspiração, há que dar-lhe o devido valor!
Olho para o céu, com raios de sol já bem distintos que me invadem o pensamento, e vejo a vida com diferentes olhos.
Constatei que tudo depende da forma como olhamos e, depois, vemos! Ver não é só com os olhos, não. Mas há quem se esforce incessantemente por se abstrair do som da emoção, não ouvindo a ultima palavra que o coração tem a dizer. Uns dias por opção mas outros, até, por obrigação!
Hoje digo que tenho infinitos olhos para ver, apesar de morfologicamente apenas possuir dois. Há que ver com a razão, com o ódio, a tristeza, a frustração! Ou, simplesmente, ver com os olhos de quem vê e nada mais vê que aquilo que vê, achando que nunca o viu… Apesar de tudo, esta deveria ser a única e exclusiva forma de ver… Olhar como quem nunca viu, ver o que já foi olhado com os olhos de quem nunca viu!
Ontem, hoje vejo tudo em metamorfose à minha volta, dia após dia, momento após instante. O que é hoje pode já não o ser amanhã! E se amanha acordar com esses temíveis olhos do sentimento serei cega! cega por opção, por querer tapar os meus olhos com o véu negro de quem não sabe sentir!” (7 / 11/ 08)
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